“Captação é a pessoa certa solicitando ao potencial doador correto a quantia exata para o programa adequado no momento chave da forma correta”.
The Fund Raising School Center on Philanthropy
» Captação de Recursos
Parcerias
Conceito de Parceria
Parceiro vem do latim “partiariu” e significa igual, semelhante, parelho ou par.
(dicionário Aurélio)
Parceria também tem sido empregada para designar:
a. terceirização;
b. privatização;
c. apoio (do Estado) a projetos de instituições sociais (ou vice-versa);
d. utilização (por parte dos governos) de mão-de-obra mobilizável pelos movimentos e entidades da sociedade civil na execução de políticas publicas.
Por paradoxal que pareça, embora o conceito de parceria esteja em moda, as relações entre muitas destas organizações ainda permanecem predominantemente competitivas.
Autocráticas em seu funcionamento, muitas organizações não conseguem realizar parcerias entre si pelo fato de estarem disputando, permanentemente, ou um lugar privilegiado aos olhos do Estado (e nos cadastros das instituições financiadoras oficiais) ou uma visibilidade internacional que lhes garanta, por longo prazo, acesso a fontes externas de recursos financeiros.
Em virtude disso não são solidárias – principalmente quando o assunto e dinheiro, prestígio ou poder – e não se dispõem a descentralizar as atividades que capitaneiam. E possível pensar se não seria justo se o Estado – enquanto esfera publica que não pode ser privatizada – se recusasse a fazer parcerias com aquelas organizações que não conseguem fazer parcerias entre si em prol de objetivos públicos. Porem antes de pensar medidas deste tipo e necessário uma reflexão sobre os novos sentidos que o conceito de parceria vem adquirindo em virtude da ampliação da esfera publica no Brasil.
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Programa de Melhores Práticas para o Ecoturismo
Fundo Brasileiro para a Biodiversidade - Funbio
Caso de Parceria
Nos últimos anos, o ecoturismo tem sido visto como uma alternativa econômica e importante ferramenta para a conservação. Apesar de todo tipo de turismo ter um “custo” que pode vir a causar impactos negativos ambientais e/ou culturais, o ecoturismo, quando operado adequadamente, pode ter esses impactos controlados, especialmente se comparados a outros setores produtivos tais como agricultura, pecuária, garimpo ou extração de madeira.
O Fundo Brasileiro para a Biodiversidade - Funbio, dentro dos marcos de sua missão institucional de conservar e dar uso sustentável à biodiversidade, visando ações futuras, contratou em 1999 estudo com o objetivo de analisar e obter subsídios sobre ecoturismo e turismo sustentável à luz do vigente cenário das políticas nacionais, agentes financeiros, recursos disponíveis e perspectivas do setor; buscando saber quais ações e áreas prioritárias necessitavam de complementação e, especificamente, qual seria seu papel no cenário de um turismo responsável no Brasil. Como resultado deste estudo, foi implementado o mais completo e eficaz projeto de capacitação e treinamento até essa data realizado no Brasil: o Programa de Melhores Práticas para o Ecoturismo (Programa MPE).
Com recursos inicias da ordem de US$ 200mil, quando modelado e detalhado, o Programa MPE mostrou uma necessidade sete vezes maior de recursos. Ciente da importância e necessidade do projeto, Pedro Leitão, secretário executivo do Funbio, estabeleceu, junto aos consultores envolvidos, a estratégia de buscar parceiros para captar os R$ 2 milhões necessários à implementação do programa-piloto.
A estratégia consistiu em convidar potenciais parceiros co-financiadores para uma reunião onde o projeto foi apresentado e submetido a uma análise de viabilidade técnico-financeira. Uma vez analisado e aprovado, o Funbio anunciou estar disponibilizando uma verba inicial de R$ 330mil, com a intenção de igualar eventual recurso superior, se necessário, convocando parceiros.
Ao final do programa-piloto, Funbio destinou R$ 530mil para o Programa e que, para todo o seu desenvolvimento, custou cerca de R$ 2 milhões, fazendo necessária a composição de parcerias com outras instituições:
- Banco da Amazônia (R$ 182mil)
- Embratur (R$ 330mil)
- Financiadora de Estudos e Projetos (R$ 408mil)
- Ministério do Meio Ambiente (R$ 530mil).
A partir de 2003, tendo sido implementado o programa-piloto, foi transferida ao Instituto EcoBrasil a incumbência de dar continuidade ao programa.